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segunda-feira, 5 de março de 2012

O poeta musical Villa-Lobos

Hoje, 05/03/2012, abro a página do google e dou de cara com a homenagem feita pelo site para o 125º aniversário de um dos maiores compositores brasileiros: Heitor Villa-Lobos. E não podia deixar de falar um pouco sobre esse marco do modernismo brasileiro e minha admiração por ele. Há muito tempo, um amigo me mostrou algumas canções, chorinhos com belas poesias falando sobre a cultura brasileira, natureza e até mesmo folclore. Fiquei encantado com uma em especial: Bachiana nº 5, de um coleção de 9 peças chamadas Bachianas Brasileiras. Me apaixonei pela melodia, principalmente, e pelos cellos contidos na obra. Pouco tempo depois de conhecer algumas de suas peças, assisti ao filme que falava sobre sua interessante e nada monótona vida. Fiquei fascinado pela história daquele homem, revolucionário, marcado por romper com a música acadêmica do país, muito futurista, um verdadeiro modernista brasileiro! Era por muitas vezes visto como louco e desrespeitoso pela grandiosidade de suas obras, num Brasil acostumado à sofrer influências musicais da Europa, onde só os nobres tinham acesso à arte, Villa-Lobos com sua maneira às vezes vista como excêntrica, revolucionou a Música no Brasil e participou de um "movimento" que modificou todas as artes, junto de Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Graça Aranha, entre outros. Graças à Semana de Arte Moderna, muita coisa, à longo prazo, mudou no país e, isso ampliou a cultura e deu o reconhecimento merecido à esses grandes artistas que nos fazem orgulhosos por serem também, como nós, brasileiros. Música boa existe para ser ouvida, portanto, deixo-vos aqui uma das minhas canções de câmara brasileira favoritas e outra canção que conheci recentemente ao ouvir uma amiga cantar, ambas as peças são de Villa-Lobos. Apreciem:

Bachiana nº 5, interpretada por Amal Brahim Djelloul (soprano), Gautier Capuçon (cello) e Orchestre Du Violon Sur Le Sable (Les films Jack Febus).





Canção do Poeta do Século XVIII, interpretada pela mezzo-soprano espanhola Teresa Berganza.